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Embolia Pulmonar no Eletrocardiograma


Embolia Pulmonar no Eletrocardiograma

Imagem cortesia de dream designs / FreeDigitalPhotos.net

A Embolia Pulmonar (EP) ou Tromboembolismo Pumonar (TEP) é uma urgência médica relativamente freqüente, que ocorre como conseqüência da oclusão das artérias pulmonares, causada por uma trombose venosa profunda (TVP) na maioria dos casos.

A alta efetividade do tratamento imediato torna o diagnóstico precoce em vital, mas às vezes é difícil, porque os sinais e sintomas da Embolia Pulmonar não são específicos.

Ainda que o Eletrocardiograma na Embolia Pulmonar não é um teste com alta sensibilidade nem especificidade, é possível encontrar alterações que reforcem o diagnóstico de Tromboembolismo Pumonar.


Quadro clínico da Embolia Pulmonar

Os principais sintomas da Embolia Pulmonar são a dispneia, geralmente súbita, e dor torácica do tipo pleurítica. O Tromboembolismo Pulmonar também pode apresentar-se com síncope isolado e em casos mais severos com hipotensão arterial e choque.

Fatores de risco de EP

Devemos determinar os fatores de risco para a TVP e Tromboembolismo Pulmonar para avaliar a suspeita clínica e para realizar a prevenção secundária.

  • Idade.
  • Tromboembolismo prévio ou TVP.
  • Doenças malignas activas.
  • Doença neurológica com paralisia de membros inferiores.
  • Cirurgia, Trauma ou imobilização prolongada.
  • Gravidez.
  • Terapia hormonal ou contraceptivos orais 1 2.

Eletrocardiograma na Embolia Pulmonar

O Eletrocardiograma não é um teste sensível para realizar o diagnóstico de Tromboembolismo Pulmonar. Em certos casos aparecem determinadas alterações que reforçam a suspeita ajudando ao diagnóstico, mas mesmo em Embolias maciças, nen sempre estão presentes.

Alterações do ECG de um Tromboembolismo Pulmonar

Eletrocardiograma de Tromboembolismo Pulmonar

Eletrocardiograma de uma Embolia Pulmonar:

Bloqueio do Ramo Dereito, Padrão S1Q3T3, ondas T negativas de V1 a V4.

Padrão S1Q3T3 ou Complexo de McGinn-White

Padrão S1Q3T3 ou Complexo de McGinn-White no Eletrocardiograma:

ECG com Taquicardia Sinusal (136 bpm) com onda S em D1, onda Q e onda T negativa em D3, achados frequente na Embolia Pulmonar.

A presença de desses sinais no eletrocardiograma são sugestivos mas não diagnósticos de Tromboembolismo Pulmonar Estas alterações podem ser observadas em outras doeças que que causam sobrecarga do ventrículo direito como o Cor Pulmonale 2.


Diagnóstico do Tromboembolismo Pulmonar

Deve-se suspeitar um Tromboembolismo Pulmonar em pacientes com dispneia súbita, dor torácica ou síncope, com fatores de risco.

O Eletrocardiograma é importante descartando doenças com síntomas similares (Infarto Agudo do Miocárdio). Em caso de apresentar no EKG os sinais de sobrecarga direita descritos, aumenta a suspeita de Embolia Pulmonar.

Suspeita de Embolia Pulmonar sem Choque ou Hipotensão (EP de não alto risco)

Em pacientes com suspeita de Embolia Pulmonar sem choque ou hipotensão associada e com uma baixa/intermédia probabilidade clínica, o primeiro passo lógico é a D-dímero em plasma.

Se o D-dímero é elevado, é indicado realizar uma angiografia pulmonar por Tomografia Computadorizada (Angio-CT) para confirmar o diagnóstico.

Em pacientes com probabilidade clínica elevada de EP, o Angio-CT é o teste de primeira linha 1.

Suspeita de Embolia Pulmonar com Choque ou Hipotensão (EP de alto risco)

A suspeita de Embolia Pulmonar de alto risco com choque ou shock hipotensão associada é uma situação de risco imediato de vida.

O teste inicial mais vantajoso nesta situação é a Ecocardiografia Transtorácica efectuada à cabeceira do doente, que revelará evidência de hipertensão pulmonar aguda e disfunção ventricular directa (VD) casoa EP aguda seja a causa da descompensação hemodinâmica do doente.

A evidência ecocardiográfica da disfunção VD é suficiente para conduzir à imediata instituição de terapêutica de reperfusão sem testes adicionai.

Quando o paciente se estabilize com o tratamento de suporte, se deve realizar um Angio-CT para confirmar o diagnóstico 1.


Tratamento da Embolia Pulmonar

Embolia Pulmonar de alto risco

A Embolia Pulmonar com choque o hipotensão tem um elevado risco de morte. É necessário assegurar o suporte respiratório e hemodinâmico, com catecolaminas, oxigénio ou ventilação mecânica.

Iniciar anticoagulação com Heparina não-fracionada e realizar trombólise sistêmica excepto contra-indicações absolutas.

A embolectomia cirúrgica ou percutânea está indicada quando existem contra-indicações absolutas para o uso de trombolítico ou para aqueles que não responderam à trombólise.

Embolia Pulmonar de não alto risco

O Tormboembolismo Pulmonar sem choque ou hipotensão normalmente tem bom prognóstico. O tratamento de eleição são as Heparinas de baixo peso molecular ou fondaparinux. A trombólise sistêmica não é recomendada nestes doentes.

Nos pacientes estabilidade hemodinâmica mas com disfunção ventricular directa (risco intermediário-alto), a Trombolisis está indicada para prevenir uma possível descompensação hemodinâmica se o risco hemorrágico é baixo.

Prevenção de Recorrências de Tromboembolismo Pulmonar:

Para prevenir recorrências de Tromboembolismo Pulmonar é recomendable manter o tratamento anticoagulante com antagonistas da vitamina K (INR entre 2-3) ou com os novos anticoagulantes orais, durante pelo menos 3 meses.

Recomenda-se manter o tratamento anticoagulante indefinidamente em pacientes com Embolia Pulmonar recorrente, trombofilia hereditária ou doentes de cancro 1.

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Referências

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